So how can anybody say, They know how I feel

Fui para o filme seguindo o conselho de uma leitora aqui do espaço. "Vai sem saber nada sobre o filme" (algo por aí...). Assim fiz. Também tive a sorte de evitar sentar-me ao lado de um qualquer pedante (esta palavra vai aparecer mais lá para a frente) que estivesse sempre a falar de Paris a cada cena do filme (a uma colega minha saiu-lhe esse prémio).

 

Sentei-me e deixei-me levar pelas primeiras imagens. Parecia um filme turístico da cidade. Como a abrir o apetite para o espectador a visitar. Como de uma homenagem se tratasse. Uma Paris como eu gosto de qualquer cidade. Com o sol de primavera (que pode hoje em dia ser o de Outubro) e com esplanadas onde nos podemos sentar a observar a gente que passa. Filmaria a mesma Paris. Até abdicaria dos monumentos óbvios. Ficaria só com as esplanadas tal e qual onde o Owen Wilson (uma boa surpresa) se sentou lá mais para a frente.

 

Começa o enredo. Uma família americana em Paris. Ela e o namorado. Ou noivo. Os pais dela. Os amigos dela. O amigo pedante dela. Uma daquelas personagens que nos aparecem de quando em quando na vida. Que gostam de se ouvir a si próprios. Que sabem sempre mais que os outros e sabem de tudo. O tal pedante. Mais uma brilhante interpretação do Michael Sheen.

Voltemos à envolvência principal. Eles são os típicos americanos com os seus "tiques" mais vulgares. Ele escreve guiões e é apaixonado por Paris. Anda sem inspiração e sempre a questionar a vida.

 

A cada 12 badaladas em Paris (serão da Basílica Sacré Coeur de Montmartre ?) aparece essa inspiração. E aí sim. Reside toda a surpresa do filme. Surgem figuras de proa dos anos 20 da capital francesa. Escritores pois claro. E pintores. E músicos. Artistas e cultura que obrigam a uma atenção redobrada de forma a não perder qualquer piada (e se as do Adrien Brody são brilhantes... assim como a sua curta interpretação). Temos Hemingway e os Fitzgerald. Temos Cole Porter e Picasso. Temos Gertrude Stein. Temos Salvador Dalí, Lautrec, Gauguin e Degas. Matisse e T.S. Eliot. Temos um pouco de Carla Bruni e um ecrã cheio (como sempre) de Marion Cotillard.

 

Temos um bom filme e cheio de referências culturais (sendo essas e as imagens da cidade as reais mais valias) mas quando esperava uma pequena metáfora o realizador acaba por dar a "lição moral" assim à descarada...

 

Depois temos o final. Que apesar de espectável não deixa de ser poético...

 

Ah, e antes que me esqueça...os "tiques" gestuais do Owen Wilson têm tanto de Woody Allen não têm?

 

Classificação: 4 Estrelas Zuropa

publicado por Ricardo às 13:30 | link do post
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stipe07 a 6 de Outubro de 2011 às 13:08
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