So how can anybody say, They know how I feel

 

Declaração de intenções: Eu (como muitos) considero o Gary Oldman como o melhor actor de sempre a nunca receber um Oscar.

Conheço o livro do Le Carré há vários anos. Lembro-me de o ter na mão lá em casa quando era pequeno. E lembro-me sempre de um grande amigo falar-me sempre do Smiley.
A curiosidade já estava desperta e depois de ver o elenco deste filme (John Hurt, Mark Strong, Gary Oldman, Ciarán Hinds, Colin Firth…) era quase impossível sair desiludido. E assim foi. É óbvio que o Smiley não é um “James Bond”. E o filme não tem perseguições automóveis a alta velocidade, cenas brutais de tiroteio nem esperem mulheres de leste extremamente sedutoras (bem…ok… há pouco disto…) . Esperem um filme electrizante pela intriga. É incrível como nos prende à cadeira. Como nos obriga a procurar todo e qualquer pormenor para tentar desvendar o mistério.

Um enredo simples. Um agente duplo está infiltrado nos serviços secretos britânicos em plena Guerra Fria. Smiley, um agente de topo que está reformado, aparece como a solução para descobrir quem é a “toupeira”. Está afastado do Sistema mas conhece-o como ninguém.

E é aqui que temos Gary Oldman. Perfeito no papel. Um Smiley que não deve (espero) desiludir os fans de Le Carré. Calculista. Frio. Humano. Uma interpretação que será criminoso não ser nomeada para Oscar. Pode não ser desta vez que o Gary Oldman o vence, mas tem tudo para o fazer…

Classificação Zuropa: 5 Estrelas

publicado por Ricardo às 13:46 | link do post
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Não me recordo de um filme dirigido pelo Polanski que não goste. Também é verdade que ainda não vi uma obra do mesmo realizador que suplantasse “O Pianista”, no entanto, o selo de qualidade existe (mesmo tendo finais como “A Nona Porta” ou uma história já requentada como o “Oliver Twist”).

 

Este “O Deus da Carnificina” transmitiu-me uma mais valia: a capacidade de conseguir imaginar todo aquele filme num palco em Portugal e com actores já escolhidos (sim, o Miguel Guilherme seria o meu Alan Cowan), ou seja, o filme é tão simples, tão “vulgar” (no bom sentido) que qualquer um é capaz de perceber a mensagem (pelo menos assim espero). O “O Deus da Carnificina” é um filme que volta ao básico. Esqueçam os efeitos especiais, esqueçam o 3D, esqueçam teorias de conspiração e apocalipses. Esqueçam tudo isso. E tamos 2 casais. Normais. Com filhos. Os filhos “pegaram-se” num arrufo de parque infantil. Os pais tentam resolver a questão amigavelmente. Entre eles claro. E o que temos são menos de 90 minutos de uma discussão em tempo real. Parece simples. É simples. Mas este filme estaria condenado se os actores não estivessem tão brilhantes.

 

Christoph Waltz está perto do nível de “Inglourious Basterds”, Kate Winslet e a Jodie Foster estão muito bem e a grande surpresa (pelo menos para mim que estou acostumado ao actor noutro registo) foi John C. Reilly. Sentem-se bem na cadeira e acompanhem tudo durante menos de hora e meia de filme. Viagem por todas as reacções das personagem e analisem-se. E vejam o final. Previsível e cristalino.

 

Bom filme.

 

Classificação: 4 Estrelas Zuropa

publicado por Ricardo às 13:29 | link do post
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publicado por Ricardo às 12:55 | link do post
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... bom ano 2012 a todos

publicado por Ricardo às 12:53 | link do post
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