So how can anybody say, They know how I feel
publicado por Ricardo às 14:43 | link do post
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publicado por Ricardo às 16:46 | link do post
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Tinha bastantes espectativas relativamente a este filme. Por ser realizado pela Kathryn Bigelow e por ser um tema interessante e envolto ainda num secretismo ainda mal explicado ao Mundo.

 

Gostei do filme mas no entanto não vi grandes diferenças relativamente aos que abordam temáticas parecidas. No fundo, quem viu "Syriana" (de 2005 com George Clooney) ou Body of Lies (de 2008 com Leonardo di Caprio e Russel Crowe) acaba por "ver" este Zero Dark Thirty. Curiosamente o Mark Strong entra nos 3 filmes...


As constantes "viagens" entre o "terreno" e o "escritório" (seja Washington... seja Langley), as diferentes "cores" na realização, as personagens solitárias (Clooney - Di Caprio e neste caso Jessica Chastain) e a constante "guerra" entre o operacional e o chefe atrás da secretária estão em todos. 


O que nos acrescenta este filme?


A boa interpretação de Jessica Chastain é uma delas. E depois, claro, a forma como Kathryn Bigelow e o argumentista Mark Boal chegaram a esta narrativa e tiveram acesso a dados que permitem "provar" que a captura (e morte) de Bin Laden não foi algo completamente esperado dado as provas da recolha de ADN, mas simplesmente uma "teimosia" de uma funcionária da CIA que teve de lutar pela sua teoria. E não tem medo de mostrar que os Americanos também torturavam (e de que maneira...) os seus prisioneiros...


Duvido que seja este o vencedor de melhor filme do ano nos Oscar's que se avizinham, no entanto não deixa de ser um excelente filme para quem gosta do género...já anteriormente visto.



publicado por Ricardo às 12:04 | link do post
publicado por Ricardo às 09:30 | link do post
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publicado por Ricardo às 09:10 | link do post

Não há momento nos últimos dias que não me façam sentir triste e com uma lágrima quase a sair sempre que penso na tragédia que aconteceu em Beja. Um menino, Dinis, foi surpreendentemente atacado pelo animal de estimação que a família do Dinis tinha. Um cão arraçado de Pitbull chamado Zico.

 

Confesso que sempre que vejo as fotos do Zico me sinto triste. Que quando vi o Zico a ser levado pelos técnicos (hoje somos todos técnicos) de Veterinária como se não soubesse ao que ia me apeteceu questionar tudo o que me rodeia e a forma como vivemos. Mas isso também me acontece diariamente, quando ao pé da minha casa passeio o meu cão (que foi abandonado juntamente com os irmãos bebés junto a uma estrada em Aveiro) e passo por um cão que abandonado passa as noites nos pequenos espaços junto às portas para se proteger do frio e recebe a caridade de várias pessoas na zona que lhe deixam comida e água.

 

Confesso também que nesta história toda (ou melhor, nesta tragédia) o facto de nunca ter visto a imagem da criança e de ter sido mais destaque à do Zico me tem influenciado. É para isso que os meios de comunicação servem (esqueçam a teoria da informação… isso é tudo treta) e sou apenas mais uma vitima.

 

Tropecei neste artigo de opinião do Daniel Oliveira no Expresso que muito foi criticado pelos defensores dos Animais mais radicais (nos que não me incluo) e dou-lhe um pouco de razão em algumas coisas, apesar de achar que conclui o seu texto de uma forma nada feliz “a vida do humano mais asqueroso vale mais do que a vida do animal doméstico de que mais gostamos”… Não concordo nem acho de bom senso afirmar uma coisa destas… O Mundo já nos mostrou seres humanos  demasiado asquerosos para valerem mais que a vida de qualquer animal doméstico (ou mesmo selvagem).

 

Posto isto, volto ao Zico. Volto à imagem do Zico triste e na jaula onde o colocarem, sem bem perceber porquê. Se perceber porque uma criança lhe caiu em cima às escuras. Ou se era uma criança. Sem perceber porque lhe cortaram as orelhas, sem perceber porque o deixavam ficar sem comer. Sem perceber porque é que todas as pessoas podem ter um cão e não apenas aquelas que demonstram ter capacidade para o fazer, sem perceber porque é que as mesmas pessoas que cortam as orelhas aos animais e as tratam mal são as mesmas que nos passam à frente no trânsito pelas bermas, que não deixam os idosos se sentarem nas cadeiras dos transportes públicos, que cospem para o chão, que não se encostam à direita nas escadas rolantes, que guardam mesas nos Shopping ‘s e ignoram os outros com os tabuleiros na mão e que têm uma falta de educação essa sim grotesca..

 

Não vejo ninguém a metê-los em jaulas ou a condená-los à morte…

 

Não sei o que irá acontecer ao Zico. Sei o que gostava que lhe acontecesse. Sei que gostava que fosse recolhido por uma associação animal qualquer, que demonstrasse que não era perigoso, que fosse adoptado por uma família que soubesse cuidar dele e que passasse o resto dos seus dias a brincar com crianças e adultos  e a ser mimado todos os dias…

 

Eu desde que assisti a tudo isto a primeira coisa que faço quando chego a casa é dar um forte abraço ao meu “zico” e dizer-lhe ao ouvido “não sabes a sorte que tens”…ele devolve-me isso com uma lambidela e uma correria até à trela…está na hora de irmos passear novamente…

publicado por Ricardo às 12:20 | link do post

 

 

Na saída da sala de cinema estava um placard com vários artigos de revistas relativamente aos filmes que agora surgem por cá e são candidatos a Oscar. Acerca deste "Amour" estava um artigo cujo headline dizia algo muito semelhante a "Se está preparado para a vida...está preparado para este filme".

 

Não sei se por ter vivido ainda há não muito tempo uma situação com algumas semelhanças ou se é pela crueza e brutalidade do filme, mas este "Amour" é um filme que não desejo voltar a ver... E isto nada tem a ver com a qualidade do mesmo... tem pelo simples facto que a emoção que nos transmite da primeira vez que o vemos é simplesmente irrepetível... e isso merece ser preservado.

 

"Amour" é a prova que é necessário bastantes poucos recursos para realizar um excelente filme, "bastando" a qualidade dos recursos humanos. Temos um filme todo passado no mesmo espaço (com a excepção da cena inicial) e não mais de 15 actores (sendo que grande parte deles não devem ter mais que 5 minutos de filme...inclusive a "nossa" Rita Blanco...e interpretar uma porteira portuguesa num prédio parisiense...que limpa o chão de Paez...). Acaba também por aí por ser uma pequena metáfora do que é realmente importante num qualquer empreendimento.

 

A história do filme é bastante simples. Um casal de idosos vive uma vida normal de reformados no seu apartamento em Paris, até que a mulher tem um problema de saúde que lhe paralisa parte do corpo e a atira para uma vida de total dependência dos cuidados que lhe são prestados pelo seu marido...até ao fim dos seus dias.

 

Tudo o que possamos assistir (ou quase) numa situação destas na vida real está espelhado neste filme muito bem realizado por Michael Haneke (realizador do premiado "Laço Branco") e interpretado superiormente por Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva (séria candidata ao Oscar como melhor atriz).

 

Não me recordo de ter abandonado uma sala de cinema sob um silêncio tão ensurdecedor como no final deste filme...e isso diz tudo acerca da força da mensagem que transmite.

publicado por Ricardo às 00:41 | link do post
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