So how can anybody say, They know how I feel

 

publicado por Ricardo às 14:49 | link do post

canelas.JPG

 Raramente dou importância a questões relacionadas com a Igreja. Respeito a fé das pessoas, respeito o “lado bom” da Igreja, a sua intervenção social, o conforto espiritual que dão a algumas pessoas, o apoio aos excluídos e bem sei que por vezes se não fosse a intervenção da Igreja em Portugal (qualquer que ela seja…não estou a limitar-me à corrente católica dominante) muitas vidas seriam piores. Por outro lado também reconheço que nem tudo é perfeito, que têm alguns podres e que no fundo é constituída por seres humanos como todas as outras organizações.

 

O que perturba nestas noticias de Canelas é todo o folclore que se instala ao redor de uma substituição de um pároco em pelo Portugal do Século XXI e a extrapolação que faço de todo este caso e que em muito representa o país real que muitos de nós por estarmos limitados a grandes polos urbanos por vezes ignoramos.

 

Canelas dista menos de 20kms do Porto. Porventura uns 15 minutos em carro próprio demora uma viagem entre esta paróquia com requintes medievais e uma cidade vibrante e moderna cheia de turistas e de culturas de toda a europa.

 

Em Canelas, os párocos (ou eleitores) não satisfeitos com a substituição do pároco local pela hierarquia da Igreja decidiu fazer ouvir a sua voz de desacordo (que até pode ser legitima) mas não apenas contentes com isso decidiram enxovalhar o novo pároco, que coitado, tem a “infelicidade” de visualmente estar mais próximo com a imagem de Jesus Cristo (um pouco mais gordinho vá…) do que com a imagem que os fieis eleitores / párocos de Canelas pretendem para um sacerdote. E como tal partiram para um auto-de-fé verbal relativamente ao aspecto físico do Padre, numa atitude altamente cristã de reconciliação e amor ao próximo.


interrogo-me em que livro da Biblia, do Novo ou do Antigo Testamento estarão as considerações relativamente ao aspecto de um sacerdote, feito à imagem do Senhor…mas com apenas mais barriguinha.

 

Tudo isto não passaria de um fait-divers se não me fizessem pensar em três coisas que me perturbam. Primeiro a ignorância de um povo e a constante tendência dos poderes vigentes em manterem essa ignorância. Um povo mal informado, um povo mantido nas trevas, um povo ignorante é sempre mais fácil de manipular que um povo educado, culto, preocupado e interessado. Canelas espelha isso. Canelas espelha também o tão português hábito da imagem. É grave o pároco ter cabelo comprido e barba. Não interessa se é bom no desempenho das suas funções eclesiásticas. Importa é o culto da imagem nem que seja um showing off de bons falantes e maus executantes… Temos visto tantos nos nossos telejornais.

 

E finalmente… não imaginam o arrepio na espinha que sinto ao ver uma turba a gritar “Roberto !!! Roberto !!!”…

publicado por Ricardo às 11:56 | link do post


fila.jpg

Se há coisa que me irrita é a incapacidade nacional para efectuar uma fila ordeira. Nem sequer é a incapacidade para a formar (que por vezes existe) mas a capacidade tão inata do Português como gostar de bacalhau: a “chico-espertice”.

 

Mais do que buracos na estrada ou azeite (de ambos os estilos) devemos ser dos maiores produtores de “chicos-espertos” da União Europeia. Todos os dias vejo um a tentar furar uma fila, a passar à frente, a usar a trapaça ou a artimanha para conseguir chegar a um pont

 

 

o primeiro que os demais que ordeiramente respeitam o próximo. Quando por vezes o “chico-esperto” atinge determinado patamar social “desculpam-no” com um simples “é ambicioso”, usando o termo como uma esponja que limpa toda a porcaria que ficou para trás…

 

É a velha máxima de quem vence as guerras é que conta a história…

 

E porquê toda esta irritação que pretendo expurgar hoje?

 

Hoje em Lisboa realiza-se mais uma Greve do Metropolitano, facto per si já altamente desagradável que me obrigou a alterar rotinas (parte menos complicada) e a despender um valor monetário para usufruir de um autocarro da Carris para chegar ao meu destino (local de trabalho), facto que é para mim inqualificável já que tanto o Metropolitano como a Carris pertencem à mesma empresa. Mas como se isso já não chegasse para irritar assisto a isto:

 

Autocarro bastante preenchido de utentes mas não absolutamente cheio. Aproxima-se da zona do Campo das Cebolas onde uma fila enorme de pessoas o aguarda (ora ai está… sabemos fazer filas). Abrem-se as portas para permitir a entrada e saída de passageiros. E o que fazem umas senhoras de meia idade? Entram pela porta traseira (não respeitando a fila) e nesse preciso momento atropelam um passageiro que pretendia sair. Depois dos evidentes empurrões e da atrapalhação o senhor liberta um “Não sabem respeitar uma fila. Não sabem viver em sociedade”. Educadamente tocou no ponto essencial. Recebeu um “A andar” como resposta. A porta fecha-se e o comentário “Devia andar a passear, nós vamos trabalhar !!!” como se o direito ou dever do trabalho suplantasse as regras da boa educação, civismo ou princípios básicos da vida em comunidade. Mudo a página da revista que lia e tenho uma entrevista com o cientista português João Magueijo a propósito do seu livro satírico acerca da sociedade britânica. Passei directamente para a crónica do Ricardo Araújo Pereira…

 

E nem olhei para trás…

publicado por Ricardo às 14:23 | link do post
sinto-me: Vergonha Alheia
música: https://www.youtube.com/watch?v=ij5yRxvfnQY

 Falar de Smiths ou Morrissey é para mim a mesma coisa que me falarem da família, da minha mulher, do meu cão, dos meus amigos próximos, do sitio onde estudei ou de todas as viagens que fiz. Falarem-me de Smiths ou de Morrissey é falarem-me da minha vida. Falarem-me de Smiths ou Morrissey é falarem-me do Benfica. Simples.

 

Não existe qualquer banda ou músico que mais tenha ouvido na vida. Gosto de U2, considero o “Achtung Baby” uma das obras primas  musicais do século XX mas não é o “The Queen is Dead”. Gosto da panóplia de Britpop que vai de Oasis a Blur passando pelos Pulp (do também altamente carismático Jarvis Cocker) mas não é a mesma coisa. São bandas e músicos. Smiths e Morrissey acompanham-me há anos e se tivesse de escolher uma banda sonora para o meu funeral  lá estariam presentes e larga maioria. Tão simples quanto isto.

 

Posto isto, antes de ontem apenas tinha tido o privilégio (sim…é um privilégio) de assistir a um concerto de Morrissey. Foi em 2011 em Londres na mítica Brixton Academy e após uma outra tentativa frustrada de o ver em Londres anteriormente (a vida de fan de Moz tem destas coisas… já sofri dois cancelamentos) e podem ler o report aqui.

 

O concerto de ontem foi diferente do de Londres (pois claro…) mas perguntarem-me se gostei é a mesmíssima coisa que me perguntarem se gostei de ver o Benfica dar 6 ao Sporting em Alvalade. É uma pergunta retórica. E mesmo com o Moz a falhar dizendo “Gracias” em vez de “Obrigado” ou a não conseguir iniciar correctamente o “Certain people I know” é o mesmo que os remates do Isaias para as nuvens mas que mais tarde ou mais cedo acertavam na baliza e davam golo. E rapidamente o mesmo “Gracias” foi substituído por um “Obrigado”.

 

Depois de cerca de 30 minutos com imagens (com enfase na morte de Thatcher) e musicas (identifiquei Penetration, Ramones, Charles Aznavour, New Your Dolls…) chega o momento mais esperado… uma imagem ofensiva da Rainha Isabel II deixava adivinhar o que ai vinha… “The Queen is Dead” iniciou o espectáculo que durou cerca de 1h30.

 

Seguiu-se “Speedway” (um clássico de Moz nos concertos) e “Certain People I Know” antes de entrar-mos definitivamente no novo álbum “World Peace is none of your business”. “The bullfighter dies” e “Kiss me a lot” serviram para inicio de hostilidades no novo trabalho. “I'm Throwing My Arms Around Paris” aparece como intruso antes do desfile do trabalho mais recente:  “World Peace is None of Your Business”, “Istanbul”, “Neal Cassady Drops Dead”, “Earth is The Loneliest Planet”, “Trouble Loves Me” (outro intruso de Malajusted),”Kick the Bride Down The Aisle” (com uma imagem dos principes William e Kate) “One of Our Own” e “ I’m Not a Man”.

 

Depois e antecedido pela frase “And now…because we must” surge “Hand in Glove” para delírio de um Coliseu um pouco anestesiado pela catadupa de músicas do novo trabalho, algumas delas porventura apenas mais conhecidas dos fans mais fieis. “Meat is Murder” (acompanhado de um chocante… chocante…chocante) vídeo acerca das condições a que estão sujeitos os animais na industria alimentar e “One day goodbye Will be Farewell” antecipando o “habitual” encore.

 

Esperava um pouco mais após o regresso ao palco, mas antes de atirar a camisa suada para o meio da multidão, Morrissey apenas tocou mais duas músicas . A brilhante e arrepiante “Asleep” dos Smiths e “First of the gang to die”.

 

Acredito que para os “fans” de Smiths (se é que os há em exclusivo relativamente ao Morrissey) o concerto tenha sido uma pequena desilusão. Não apareceu “There’s a light that never goes out “ nem “Bigmouth Strikes Again”. Não apareceu “Everyday is Like Sunday” nem “Suedehead” para os mais clássicos do Moz, mas apareceu em palco um dos monstros sagrados do Rock Britânico e em boa forma. Isso vale qualquer noite… Como aquele golo do Isaias festejado de forma tauromáquica (desculpa Moz) em Alvalade…

 

Até breve.

 

 
Boa report na "Blitz" aqui ou a do "Disco Digital" também aqui 

publicado por Ricardo às 10:33 | link do post

 

 

“O ARTISTA É O INIMIGO”

 

Sobe ao palco do Coliseu de Lisboa na segunda-feira para um concerto muito aguardado, mas questiona-se se terá alguém a vê-lo.As dúvidas, as farpas e os anseios: eis Morrissey sem freio

 

ENTREVISTA MÁRIO RUI VIEIRA

 

Tornou-se uma lenda com os Smiths e manteve o estatuto num percurso a solo que tem em “World Peace Is None of Your Business” a mais recente paragem. Em entrevista ao Expresso, Morrissey, vegetariano dos quatro costados, fala do seu amor pelos animais, explica o repúdio pela família real britânica e recorda dois episódios menos felizes: um no aeroporto de Los Angeles e outro vivido à porta de um restaurante no Porto.

 

Por que razão “World Peace Is None of Your Business” foi retirado das lojas e serviços de streaming?

Quando o álbum foi editado, queixei-me ao presidente da editora sobre o facto de não ter havido promoção, de não ter havido publicidade impressa nem anúncios na televisão, mas ele é tão egocêntrico que ninguém lhe pode dizer que está errado. Despediu-me da editora. No entanto, não se apercebeu de que não tinha sido assinado um acordo discográfico, portanto o álbum pertence-me inteiramente. A Harvest não detinha direitos legais para vender o álbum e não tiveram outra opção que não a de o remover de todas as lojas. Estará disponível por uma nova editora em breve. Como vê, é um negócio das trevas.

 

Porque escolheu Lisboa para ser a cidade onde levará estas novas canções pela primeira vez ao palco?

Não houve uma razão científica. Não controlo como as coisas vão acontecer. Será que as pessoas vão aparecer? Podem nem aparecer!

 

Tocou pela última vez em Portugal há oito anos. Que memórias guarda de Portugal?

Não vai gostar do que vou dizer, mas a minha única recordação é horrível. Estávamos no Porto e vimos um borrego esfolado na janela de um restaurante. Ficámos em choque pelo menos durante 40 minutos. Penso que nunca vi nada tão horripilante. E era para atrair as pessoas para o restaurante! Foi como ver uma criança esfolada.

 

Diz que nunca para de ouvir música. Ouviu algo interessante recentemente?

Não conheço a música dos topes porque se tornou inaudível pelo menos há dez anos e só existe para que as editoras mostrem as suas capacidades de marketing. Os jovens desligaram-se da música devido a programas de não-talentos como o “X-Factory” ou o “Idiot Idol”. Os zombies tomaram conta disto. É um pouco como o “Dawn of the Dead” [filme de zombies de 1978]. Tenho uma amiga que é DJ na BBC, em Londres, e só pode escolher duas canções para tocar no seu próprio programa. O resto da playlist é-lhe dado pela BBC. A geração estupidificada está firme no controlo de praticamente tudo, neste momento. Se o teu cérebro funciona, tens de sair do caminho.

 

Em “World Peace Is None of Your Business” canta “de cada vez que votamos, apoiamos o processo”. Qual é e onde está, a seu ver, a alternativa ao sistema democrático?

O sistema democrático não existe. É um mito. É inocência ideológica acreditar que a democracia existe onde quer que seja. Não é democrático estarmos restringidos, na nossa escolha, pelo voto, a dois grandes partidos políticos, ambos com os mesmos interesses e controlados pelas mesmas corporações. Vivemos sob ameaça, todos temos medo, estamos todos em dívida, nenhum de nós tem voz e há tantas regras sociais que cada dia das nossas vidas é organizado de forma a evitar sofrimento. A política tem tudo a ver com dinheiro e nada a ver com o bem-estar dos seres humanos.

 

‘I’m Not a Man’ e ‘The Bullfighter Dies’ são canções bastante críticas quanto à forma como o homem trata os animais. Pensa que, apesar de tudo, houve uma evolução na direção certa desde que se tornou vegetariano?

Tem havido um progresso incrível, mas as pessoas que detestam animais estão a dar luta. No início deste ano, foi divulgado que o príncipe William disparou contra 78 pássaros, portanto, como pode ver, aqueles de nós que não matam têm uma batalha em mãos. O príncipe William, claro, é um idiota. Penso que isso é do conhecimento geral.

 

Há muitas fotografias suas com gatos e cães e muitas perguntas sobre a sua ligação aos animais: tem animais de estimação, dá-lhes carne a comer... Usa sequer a expressão “animal de estimação”?

Os cães e os gatos não são criação minha e não posso alterar o facto de os seus organismos sofrerem seriamente se não lhes dermos carne. É horrível, mas é assim que funcionam. Há comida de gato vegetariana mas não resulta e não é bom para o gato. Não podes dar tostas ao teu gato. Tive dois gatos que viveram até aos 20 e tal anos e só comiam comida de lata nojentamente barata... Só Deus sabe o que continha — provavelmente outro gato. Não comiam mais nada. Não podia insistir para eles comerem ameixas.

 

Arrepende-se de não ter escrito sobre alguma coisa na sua autobiografia?

Sim. Fui detido no serviço de imigração do aeroporto de Los Angeles. Atiraram-me para uma cela durante duas horas e mantiveram-me detido durante quatro. Não tive sequer direito a um copo de água. Prenderam-me numa sala com vietnamitas que chegaram de barco. Estavam a gozar comigo. Revistaram os meus pertences e tiraram-me todo o dinheiro. Obviamente, fizeram algo ilegal. Depois, libertaram-me. A ideia de que a polícia sabe algo que nós não sabemos ou que é apaixonada pela lei, é um absurdo. São impelidos por um desejo de importância e a maior parte deles não passa de bandidos protegidos pelo sistema judicial. Sabem que podem fazer o que quiserem com as pessoas e que nunca serão questionados por isso.

 

Cancelou uma digressão nos Estados Unidos devido a uma infeção respiratória e disse, recentemente, que esteve “em tantos hospitais ultimamente que nem faz sentido sair”. Como vai a sua saúde?

Passei um mau bocado e penso que isso se nota nas fotografias mais recentes! Mas ainda não estou morto e darei tudo o que puder nesta nova digressão. Fiz quatro despistes do cancro e tudo estava bem, mas ouvimos a palavra cancro e assumimos imediatamente que o nosso tempo está a acabar. Se estiver, então está. Se não estiver, então não está. Da forma como as coisas estão hoje, posso dizer que o tempo me pertence.

 

Muitos artistas apontam-no como grande referência. Já algum artista ou banda verbalizou isso e o fez pensar “não digas isso porque eu detesto a tua música com todas as minhas forças”?

Céus, claro que sim! Mas é errado julgar uma pessoa pela música que faz. Encontrei a Joni Mitchell algumas vezes e adorava os álbuns “The Hissing of Summer Laws”, “Hejira” e “Don Juan’s Reckless Daughter”. Mas ela foi muito fria e não estava muito interessada em ser simpática. A cantora Alanis Morissette aproximou-se da Joni num aeroporto e disse-lhe “gostava de lhe dizer quanto adoro a sua música” e ela respondeu “o sentimento não é mútuo”! Não podes adivinhar. Conheci muitas pessoas cuja música não suporto e que acabaram por se revelar terrivelmente simpáticas.

 

Numa entrevista recente, Chrissie Hynde [dos Pretenders] disse que o Morrissey é “uma das pessoas mais divertidas” que conhece. Que tipo de coisas normalmente o faz rir?

A Chrissie faz-me rir porque não se controla. É uma imitadora excelente e não se preocupa com quem possa estar a ouvi-la. Tudo o que dizemos se resume às nossas capacidades de descrição porque estamos sempre a descrever algo... Como nos sentimos, o que acabámos de ver, como dormimos na noite anterior... Portanto, as pessoas mais divertidas, quanto a mim, são aquelas que têm capacidades incríveis de dramatizar as descrições. Num restaurante, a Chrissie dirá: “Garçon! Uma garrafa do seu champanhe mais mediano, por favor...” e deixará as coisas assim. A simples coragem de dizer algo inesperado faz-me rir bem alto.

 

Que conclusões retira do resultado do referendo na Escócia? Algo mudará no Reino Unido?

Claro que não. A Escócia vai continuar a ser o que é — um apêndice de Westminster, útil devido ao petróleo e para a família real ir caçar veados. Não assisti a uma única reportagem noticiosa da BBC que encorajasse o voto na independência. Todas impunham o medo de Deus aos escoceses que planeassem votar contra o domínio do Reino Unido.Em que ponto da sua vida deixou de ver a monarquia britânica como o conto de fadas que a maior parte das pessoas vê? Não penso que as pessoas continuem a vê-la como um conto de fadas. Era assim em 1948. Com o advento da internet, os ditadores já não podem controlar o que o público pensa ter testemunhado. A realidade mudou. As pessoas agora, finalmente, sabem que o apelido da rainha não é Windsor, que o seu apelido é, na verdade, alemão... Um facto escondido durante a Segunda Guerra Mundial. Ali tínhamos rapazes britânicos a morrer no campo de batalha contra a Alemanha e, no entanto, a rainha de Inglaterra casava-se com um cepo alemão! Em 2014, a família real britânica existe apenas para entreter os elementos da sociedade que não pensam. Pessoas sensatas não suportam a imagem da rainha e a sua família disfuncional. A ideia de que Kate Middleton possa ser interessante para alguém com um cérebro totalmente funcional faz-me questionar a sua sanidade.

 

Os seus objetivos, no que diz respeito à sua carreira musical, estão hoje muito longe daqueles que tinha quando começou a fazer música?

Os meus objetivos nunca mudaram. Anseio que ‘Istanbul’, ‘Kiss Me a Lot’, ‘Earth is the Loneliest Planet’ e ‘The Bullfighter Dies’ passem na rádio e consigam um lugar nas tabelas, mas isso foi há muito destruído por Steve Barnett na Capitol Records. O artista é o inimigo.

 

 

JORNAL EXPRESSO de 4 de outubro de 2014

 

publicado por Ricardo às 09:54 | link do post
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A fazer um desporto habitual lá por casa  (o search entre o Fox Movies HD e o Hollywood HD) tropecei neste filme com o Clive Owen (quem acho que daria um excelente James Bond) de 2009 com uma historia simples mas que nos agarra do ínicio ao fim (e acreditem… um dia de semana começar a ver um filme às 23h20 após uma derrota do Benfica é um forte teste à minha capacidade de concentração e assimilação – vulgo evitar do sono).

 

O Clive Owen é um jornalista britânico que habita na Austrália com a sua segunda mulher e o filho de ambos. Em Inglaterra mora a sua ex-mulher e … o filho de ambos (uns anos mais velho claro). A actual companheira morre de cancro e tem de assumir a educação da criança (com o apoio dos avós maternos e de amigos). Tarefa já de si complicada e que se torna um pouco mais difícil com a repentina chegada do filho mais velho à Austrália para passar férias com o pai e o seu meio irmão.

 

Confusos? É porque não viram a casa onde eles habitam…

 

De qualquer forma o filme desenvolve ao redor da relação do pai com os filhos e com a família da falecida esposa, as dificuldades no trabalho e … bem… e é quase só isso.

 

Acreditem que vale a pena ver. A história é engraçada, bem filmada , com diálogos interessantes e reais. Tem paisagens de sonho e tem momentos de humor.  E tem um desempenho à Clive Owen… Para o bem e para o mal.

 

 Faltou-me um pormenor importante… é baseado numa história verídica.

publicado por Ricardo às 15:39 | link do post
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publicado por Ricardo às 14:32 | link do post

Cresci a admirar o Reino Unido. Como muitos de nós vivi verões (daqueles à séria) que eram pautados pelas visitas do familiares emigrantes. Os meus não eram em França, na Suiça, na Alemanha ou no Luxemburgo. Vinham de Londres. Estavam por lá estabelecidos e criaram famílias. Não sei se foi este o meu primeiro contacto (provavelmente), mas tenho a certeza que a primeira vez que ouvi a palavra “Chelsea” foi no inicio da década de oitenta. Ainda os Soviéticos eram todos Russos. Depois de um pulo a Badajoz (como todo o bom português remediado) a minha primeira viagem à séria foi a Londres. Verão de 1992. Tinha eu 13 anos e uns valentes meses. O choque foi grande. No bom sentido claro. A paixão por aquele país cresceu e nunca a perdi. Visitei aqueles sítios dos postais e ainda dei um pulo ao velho (e já demolido) Highbury para assistir ao meu primeiro jogo em Inglaterra (e um dos mais espectaculares da minha vida até hoje…). Um Arsenal – Norwich que ficou 2-4  quando a vinte minutos do final estava 2-0 para a equipa da casa, na altura o Campeão inglês. Mal saberia eu que passado uns meses o Benfica iria visitar o Highbury numa das noites europeias mais importantes da nossa história e porventura a mais importante para as bancadas da Luz… Outras guerras…

 

Voltei ao UK sempre que pude, conheci pessoas locais e desenvolvi excelentes amizades. Conheço minimamente bem Londres, um pouco do sul de Inglaterra e visitei a Escócia há uns anos concluindo na altura  que foi o mais bonito país onde tinha estado. Sim. Defini-o como país.

 

Não consigo ter uma posição definida para a próxima Quinta Feira. Por um lado consigo entender os desejos de independência de um País que apesar de muitas semelhanças com Inglaterra também tem muitas diferenças. Nunca vivi (ok…esqueçam lá as coisas da Troika) sob administração de outro País e portanto não consigo entender o sentimento que muitos dos Escoceses estão a viver agora. Mesmo com todo o romantismo envolvido, com os William Wallaces, os Sean Connery’s, os Sir Walter Scott’s, os Robert Burns , os Rod or Jackie Stewart ou o  Andy Murray (que quando ganha é Britânico e quando perde é Escocês) não consigo entender claramente o que será melhor para um povo que aprendi a admirar e uma cultura que cresci a respeitar. De uma forma que ao escrever tudo isto há momentos em que me arrepio…

 

Seja qual o seja o veredicto uma coisa tenho a certeza. No dia 18 à noite logo que possa vou estar colado à TV para ver imagens e a info que me irá chegar no conforto da sala e acompanhado por PG Tips espero não perder uma imagem tão marcante como a que está no inicio do post.. Vi-a quando tinha 4 aninhos na tv na cozinha dos meus avós e nunca mais a esqueci…

 

“But we can still rise now… And be the nation again”

publicado por Ricardo às 16:32 | link do post
sinto-me: Expectante...
música: https://www.youtube.com/watch?v=7vkYiCdn834
publicado por Ricardo às 12:02 | link do post




Com 1h de atraso entra em palco uma banda a tocar os primeiros acordes de groove. Aparece Pac-Man (actual Carlão) e de cigarro na mão anuncia aos microfones o que podemos esperar… “A inimitável, a mulher furacão…Marta Ren”…


E começa cerca de 1h30 alucinante de um concerto que poderá (ou pelo menos deveria) ficar na história do Music Box em Lisboa. Eram pouco mais de 100 pessoas (no meio das quais o mesmo Pac Man e o Miguel Ângelo) que dançaram, vibraram, suaram e sobretudo deixaram-se levar por um ritmo apenas ao alcance dos melhores.


A Marta Ren e a banda que a acompanha são uma pedrada no charco no panorama actual da música portuguesa, onde a maioria das coisas que aparecem soam todas ao mesmo, a tentar copiar o sucesso retro popular dos Deolinda ou embarcando em baladas lamechas espectaculares para passar na RFM ou qualquer outra estação soporífera. Isto é diferente. Isto é energia, é musica, é qualidade e no momento em que pela primeira vez tocaram “2 Kinds of Men” a sala entrou num transe difícil de obter quando a banda que está em palco apenas apresenta duas músicas conhecidas do grande público, exactamente este single e o “Summer’s Gone”  provavelmente o mais comercial mas que é completamente “desalinhado” do resto do reportório da banda. Resumindo: um fim de noite bem passado num espaço de culto com uma banda de qualidade e uma vocalista imparável. "One good thing deserves another"...


Qual o patamar agora para a ex- Sloppy Joe?








publicado por Ricardo às 09:35 | link do post
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