So how can anybody say, They know how I feel

 

Quando a “mulher de vermelho” entra no palco da Aula Magna com o seu visual acabado de sair de uma reunião de um qualquer escritório em Canary Wharf o que menos esperamos é Rock N’ Roll. Mas é Rock N’ Roll que ela tem para oferecer. E é daquele a sério. Nada relacionado com aquele “rock de gaja” do espectro Killers – 30 Second’s to Mars. Não. Anna Calvi é de outra galáxia. É das vozes mais brutais em palco que alguma vez assisti. E domina a guitarra com a perícia dos grandes. Anna Calvi acaba por “secar” tudo à sua volta com a genialidade e pujança com que toca os temas dos seus 2 álbuns já editados.

 

A londrina deu um grande concerto no Lux em Setembro de 2011, e ontem, passado praticamente ano e meio voltou a encher a sala com as suas guitarradas e os seus jogos de vozes. A Aula Magna aplaudiu de pé. 

 

Depois de uma primeira parte tímida de “I Have a Tribe”, Anna Calvi entrou a “matar” com “Suzanne and I” do álbum homónimo de estreia e “Eliza” do mais recente trabalho “One Breath”. Sem nos deixar praticamente respirar arrancou para "Suddenly" , "Sing to Me", “Cry” (todos temas do mais recente trabalho), “First We Kiss" e  "I'll Be Your Man".

 

Num tom mais calmo como que a enfeitiçar toda a plateia (muito bem composta) seguiu-se “Piece by Piece” e “Carry me Over”… Antes do esperado Encore com “Fire” (de Bruce Springsteen), “Desire” e "Love Won't Be Leaving".

 

Despede-se sob uma chuva de aplausos.

 

Regressa para o segundo encore que não estava previsto. Toca um dos temas mais intensos do primeiro albúm: "Blackout".

 

A Aula Magna rende-se a uma noite de Rock à séria. Depois do Lux e do espectáculo de ontem o que se espera agora é um Coliseu. Mais que isso seria estragar o que é sem dúvida alguma um grande concerto.

 

Aguardemos pelo regresso.

publicado por Ricardo às 11:16 | link do post
publicado por Ricardo às 15:08 | link do post

 

Aposto que todas as pessoas dizem isto (ou pelo menos a maioria) mas escrever num Blog também obriga a um pouco de presunção acerca de nós próprios, num exercício de puro narcisismo (senão não o faríamos certo?). e assim sendo, acredito piamente que a música, o cinema e um livro têm efeito em nós consoante o nosso estado de espírito no momento, isto é, uma música hoje pode ser para mim a 8ª Maravilha do Mundo e amanhã já me ser indiferente (ou quase…).

 

A sonoridade da Anna Calvi entrou na minha vida num momento perfeito. Os sons de guitarra e das cordas vocais que ouvi no “Suzanne and I” que tive a sorte de apanhar

no programa do Steve Lamacq na BBC6 transportou-me para as minhas catacumbas de memória… para a incrível Siouxsie Sioux e os seus Banshees…

 

E assim foi, como uma grande paixão, há que consumi-la enquanto o calor ainda existe (e fazendo um fast-forward…foi muito o calor no espaço do Lux ontem… isto das troikas e dos ares condicionados…). Uma pesquisa na Net… Um concerto em Lisboa… E ainda por cima no Lux… Espaço pequeno e intimista… mesmo do estilo que gosto para ser apresentado a um músico ao vivo.

 

O concerto não desiludiu. Muito pelo contrário. Apesar do atraso no seu início (e da ausência de pedido de desculpas…), Anna Calvi demonstrou um à vontade e uma atitude em palco muito forte. O público aderiu com palmas e piropos. Felizmente ainda não está naquela fase em que todos conhecem as letras e passamos o concerto a ouvi-las da boca do vizinho do lado…

 

E assim foi… As músicas do CD de estreia estavam lá todas (foi hilariante quando da plateia pedem “Jezebel” e a cantora responde “Não se preocupem…vêm todas ai”). O “Suzanne and I “ foi o momento da noite. Na plateia e na bateria.

 

Resumindo… um belo concerto. Uma bela experiência estar mesmo junto ao palco (literalmente) e ainda melhor ter trocado dois dedos de conversa ( e uma foto com a “actriz principal” (sim… Anna herself) fora do Lux… Provavelmente viria do jantar e eu pensei por momentos que fossem uns “estranjas” à procura da entrada do Lux.

 

Brilhante.

 

Reportagem da Blitz

publicado por Ricardo às 08:44 | link do post

De vez em quando sou surpreendido por sonoridades novas que vou apanhando fora do circuito mainstream das radios mais comerciais.

Geralmente vou colocando e partilhando aqui no Blog e com isso faço a minha quota parte de serviço público.

Ontem pela primeira vez ouvi a voz desta senhora e o primeiro nome que me veio à cabeça foi "Siouxsie" (e nem precisei de ir à página da Wikipedia da Anna Calvi para ver que alguém se lembrou do mesmo).

Além do poder vocal (fortíssimo) dizem que tem uma brutal presença em palco.

No Lux, dia 13 de Setembro, podem comprovar.

publicado por Ricardo às 09:48 | link do post
publicado por Ricardo às 16:08 | link do post
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